Confissões de um coração rebelde…

Já repararam como nossa vida anda cada vez mais louca? Não temos tempo para nada e dedicamos mais de metade do nosso dia ao trabalho ou nos preocupando com ele… Eu sei pois isso está acontecendo comigo. Peguei-me por um momento lembrando época quando havia a escravidão e vi que hoje, muitos anos depois da lei áurea ser assinada, a escravidão ainda existe. Nós somos os escravos.

Na verdade pouca coisa mudou, basta que se preste um pouco mais de atenção. O que constituía a escravidão na época dos senhores de engenho? Os escravos eram trazidos para as fazendas, trabalhavam em diversos tipos de funções, viviam na senzala, recebiam água, comida e vestimentas. Quando não trabalhavam direito ou se rebelavam contra o seu “sinhô” eram punidos. Muitos depois de inúmeros anos de trabalho prestado recebiam a liberdade através da carta de alforria e muitos outros morriam sem ter essa sorte.

E hoje? Consegue notar as semelhanças?

Hoje não usamos mais o termo “escravos”, ganhamos um nome mais pomposo “Trabalhador Assalariado”. Continuamos a trabalhar por horas e horas do nosso dia exercendo as mais diversas funções, mas hoje não recebemos mais água, comida, moradia e vestimentas. Isso tudo foi trocado por uma coisa chamada “salário”. Esse é o nome do nosso novo “sinhô”: Dinheiro.

Temos que pagar por tudo. Ele determina onde começa e onde termina a nossa liberdade, pois sem ele, infelizmente não é possível viver. E ai que entram os novos “Engenhos”. As empresas do mundo corporativo, onde a maioria de nós trabalha. Ficamos presos a elas durante mais de 35 anos de nossas vidas, somos “punidos” com demissões, ganchos e escracho verbal quando as coisas não saem do agrado dos nossos “capitães do mato”, os gerentes e encarregados. Passamos a vida assim… Com muita sorte algum dia você consegue sua carta de alforria e se aposenta, lá pelos 65 anos quando já é praticamente tarde demais para aproveitar tudo o que se perdeu pelo caminho enquanto vivíamos usando os grilhões da modernidade. Isso ou seremos alguns dos que morrem ser sequer ter essa chance.

Chamamos isso de liberdade? Eu acredito que longe disso… Algumas coisas evoluíram, não podemos negar, mas ainda há muito caminho para ser percorrido até que o dia onde poderemos enfim viver em um mundo livre de fato. Até lá seguimos sonhando, acreditando e perseverando para modificar o que é preciso e perpetuar as coisas que já conquistamos…

 

Por RebelHeartBR

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