Confissões de um coração rebelde…

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Chega de Intolerância! Quero um Novo Mundo!

Só o Amor mudará essa realidade

E esse mundo que você quer deixar de herança para seus filhos?

Um mundo onde mulheres são tratadas como coisas, propriedades e não pessoas. Onde não tem direitos, muito menos em igualdade aos homens, simplesmente pelo fato de serem mulheres. Mulheres sem voz, sem defesa, sem poder e sem direito de opinar. Mundo esse onde uma mulher é condenada a morte por apedrejamento por supostamente ter cometido adultério. Absurdo esse mais uma vez sustentado pela eterna “obediência” religiosa.

Um mundo onde amar alguém do mesmo sexo é chamado de aberração, pecado, blasfêmia… E quem ama alguém do mesmo sexo é visto como criminoso e muitas vezes se vê forçado a viver na margem da sociedade, ou pior, tirar a própria vida. Mundo cego, surdo e mudo que finge não ver e não se importar com todas essas atrocidades.

Um mundo que não sabe respeitar que cada um possa ter sua própria visão de Deus e tenta impor a força aquilo que considera sua verdade. Um mundo onde não se pratica um dos maiores ensinamentos de cristo que é o amor, mas ao contrário, se mata usando seu nome e usa-se como desculpa os textos da bíblia, interpretados com ódio, preconceito e intolerância.

Um mundo onde se paga pelas suas origens. Onde a cor da pele vale mais do que o caráter e os sentimentos. Um mundo tolo onde algumas raças sentem-se no direito de subjulgar, humilhar, explorar e exterminar outras.

Um mundo onde vale tudo a qualquer preço, desde que se lucre com isso. Exporam o ser humano, mentem, enganam, matam sonhos. Destroem o próprio meio ambiente, soberbos e crentes de que estão acima do bem e do mal.

Um mundo de mentiras, desigualdade, preconceitos, exploração e ilusão.

Um mundo que não valoriza o “quem se é” mas sim “o que se possuí”.

Mundo esse que simplesmente não vê, que somos sim todos iguais. Não importa o exterior, a pele, a religião, o sexo ou sexualidade. Por dentro todos somos exatamente iguais, temos um coração que bate da mesma forma, temos sonhos e esperanças. Somos todos Seres Humanos e era somente isso que deveria contar.

Não temos o direito de julgar, discriminar, maltratar ou condenar ninguém. Nosso único direito, nato e absoluto é amar e respeitar.

O mundo precisa de uma corrente de amor, precisa de tolerância, respeito, luz e paz. Precisamos unificar nossas forças enquanto ainda é tempo e enquanto a esperança ainda tilinta, mesmo que quase apagada. Enquanto ainda temos tempo para fazer do mundo da intolerância e da dor, o mundo da igualdade e do amor para nossos filhos.

Ame, respeite, seja e deixe ser.

Por RebelHeartBR 

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Lilith – A Primeira Mulher

 

A história de Lilith é extremamente interessante, pois mostra a primeira mulher criada por Deus, juntamente com Adão do mesmo material que ele, e que se rebelou contra o mesmo por que queria ser tratada com igualdade de direitos. Diria que Lilith é a primeira mulher na história a lutar pela igualdade de direitos e valores entre homens e mulheres. Mas como era de se esperar, sumiram com sua história da Bíblia, e nós ficamos conhecendo somente a segunda esposa de Adão: Eva, a bondosa, matriarcal e submissa mulher…
Consegui encontrar na Wikipedia um resumo bem interessante de como a história de Lilith foi contada e como sua imagem foi “demonizada” devido a sua personalidade independente e forte. Espero que gostem!

"Lilith" de John Collier

LILITH

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, chegando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.

Assim dizia Lilith: ‘‘Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.’’ Quando reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou que essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher, dessa forma abandonou o Éden.

Três anjos foram enviados em seu encalço, porém ela se recusou a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith Tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar.

Após os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos poucos sua representatividade e foi eliminada do velho testamento. Eva é criada no sexto dia, e depois da solidão de Adão ela é criada novamente, sendo a primeira criação referente na verdade a Lilith no Gênesis.

No período medieval ela era ainda muito citada entre as superstições de camponeses, como deixar um amuleto com o nome dos 3 anjos que a perseguiram para fora do Éden, Sanvi, Sansavi e Samangelaf para que ela não o matasse, assim como acordar o marido que sorrisse durante o sono, pois ele estaria sendo seduzido por Lilith.

A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 A.C.

Ela é também associada a um demônio feminino da noite que originou na antiga Mesopotâmia. Era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie de demônio.

Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Bíblia KJV ou King James Version. Ali está escrito, em Isaías 34:14 que … the screech owl also shall rest there. É preciso salientar, comparativamente, que na renomada versão em língua portuguesa da bíblia, isto é, na tradução de João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que … os animais noturnos ali pousarão, não havendo menção da coruja[1], como é freqüentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).

Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas. A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que vissem Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiu as lendas vampíricas: Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubus quando mulheres e íncubus quando homens, ou simplesmente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas. Mas uma vez possuído por uma súcubus, dificilmente um homem saía com vida.

Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith, como o aperto esmagador sobre o peito, uma vingança por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade de cortar o pênis com a vagina segundo os relatos católicos medievais. Ao mesmo tempo que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.

Pensa-se que o Relevo Burney (ver alusões à coruja na reprodução do Relêvo de Burney, nesta página), um relevo sumério, represente Lilith; muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra e do prazer sexual.

Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, “A mulher escarlate”, um demônio que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.

Fonte: Wikipedia

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